Ecumene
Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro - CONIC-Rio
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Editor: Antonio Carlos Ribeiro
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Notícias

20.12.2007

Ecumene celebra os 85 anos de Jether Ramalho

Rio de Janeiro (RJ) - O líder ecumênico Jether Pereira Ramalho (foto) reuniu familiares, amigos e irmãos na fé para celebrar seus 85 anos de vida, com mais de meio século dedicado à causa ecumênica.

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A celebração reuniu representantes de entidades ecumênicas como Igreja e Sociedade na América Latina (ISAL), o Centro Evangélico de Informação (CEI), o Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), o Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade (CAALL), o Centro Ecumênico de Serviços à Educação e Pastoral Popular (CESEP) e a Associação dos Seminários Teológicos Evangélicos (ASTE), o Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), entre outros em que atuou.

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O culto foi realizado na Igreja Cristã de Ipanema pelos (foto-esq.-dir.) pastores Edson Fernando de Almeida (local), Manoel Bernardino Filho (congregacional), Jonas Rezende (presbiteriano), Pª Ramona Elisabeth Weisheimer e Antonio Carlos Ribeiro (luteranos), Pe. Marcelo Barros (monge beneditino), tendo como pregador o teólogo e educador Rubem Alves.

Filho de pastor congregacional, Jether aprendeu desde muito cedo a construir pontes, estabelecer contatos e criar relações de amizade. Esta mesma atitude, que ele carregou pela vida a fora, é a que marcou gerações de religiosos e leigos, das diversas igrejas cristãs, do Brasil e da América Latina. Além da esposa, Lucília, de filhos e filha, netos e bisnetos, compareceram amigos de longa data, companheiros de muitas lides e das diferentes caminhadas de fé.


29.11.2007

Fórum incentiva criação de rede ecumênica de jovens

RIO DE JANEIRO, 29 de novembro (ALC) – Mais de 100 jovens são esperados para a Primeira Jornada Ecumênica da Juventude do Rio de Janeiro, que terá lugar, neste sábado, no Rio’s Presidente Hotel, nesta capital. Uma das propostas da Jornada é a criação de uma Rede Ecumênica de Jovens.

O tema estará em pauta na mesa redonda que discutirá o tema “Condição Juvenil”. A mesa terá a participação da professora Elisa Guaraná, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, do coordenador do Coletivo de Entidades Negras, Márcio Gualberto, do assessor de projetos do Centro de Promoção da Saúde, Fransérgio Goulart, e do fotógrafo Francisco Valdean, da Agência Imagens do Povo, Observatório de Favelas.

O evento é uma promoção do Fórum Ecumênico Brasil (FE Brasil), movimento criado em 1993 e integrado por sete igrejas, dois conselhos de igrejas e 13 organizações ecumênicas. O Fórum tem o propósito de fortalecer o campo ecumênico promovendo ações que expressam diálogo inter-religioso e lutam por justiça e paz.


20.11.2007

Na festa dos 25, Conic reforça reconhecimento mútuo do batismo

SÃO PAULO, 19 de novembro (ALC) - Denominações reunidas no Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) ratificaram, na quinta-feira, 15, o Ato de Reconhecimento Mútuo da Administração do Sacramento do Batismo. A assinatura integrou as comemorações dos 25 anos de fundação do organismo ecumênico nacional.

Com o documento, as igrejas-membro do CONIC - Anglicana, Católica Romana, Cristã Reformada, Evangélica de Confissão Luterana, Presbiteriana Unida e Ortodoxa Siriana - reconhecem mutuamente a validade do batismo, no caso da passagem de membros de uma igreja para a outra.

“Cristãos sinalizam os pontos comuns da sua fé, o que contribui para o diálogo e a paz entre os povos”, declarou o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, ao destacar a importância do acordo para o movimento ecumênico. A cerimônia reuniu cerca de 400 pessoas no Mosteiro São Bento, na capital paulista.

A assinatura do documento integrou a programação do I Congresso Missionário Ecumênico do Conic, reunido em São Paulo, de 14 a 17 de novembro. Líderes de 14 dos 18 núcleos regionais do organismo tiveram a oportunidade de pela primeira vez se reunirem, quando refletiram a respeito da atuação ecumênica nas diversas regiões do país.

No evento, foi amplamente discutida a necessidade de revitalização das atividades dos núcleos regionais, a partir de propostas como a ampliação da relação com outras denominações e maior envolvimento de leigos e leigas em atividades pastorais. As propostas devem vir condicionadas a um planejamento estratégico e às diretrizes do Conic.

Na quinta-feira, 15, pela manhã, a diretoria do Conic promoveu um café inter-religioso, quando líderes do judaísmo, do islamismo e da religiosidade de matriz africana foram recepcionados pelo presidente do organismo ecumênico, pastor Carlos Moeller.

A ialorixá Carmen de Oxum, dirigente do Ileolá-Oniaxé, destacou o tom histórico do evento, ao afirmar que “somente com o entendimento e a constante participação comum de diferentes segmentos religiosos é que será possível construir a paz sonhada pelas religiões”.

As religiões, além de servirem a Deus, devem se esforçar “pela paz e pelo entendimento mútuo”, declarou o xeique Armando Hussein Saleh, da comunidade muçulmana de São Paulo. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lírio Rocha, lembrou a infelicidade de religiosos que se prestam mais a conflitos e atitudes intolerantes, como tem sido boa parte da história das religiões.

Para o diretor do Colégio I. L. Peretz, professor Nelson Rozenchan, o diálogo inter-religioso “é um momento para aprender, ensinar e agir”. Dom Lírio Rocha destacou o privilégio que significa para as religiões se colocarem a favor do diálogo, da comunhão e dos esforços em favor da paz.

Na sexta-feira, 17, foram homenageadas pessoas que ajudaram o organismo a construir sua história de testemunho e de serviço pela unidade cristã. Carlos Moeller lembrou os que trilharam a caminhada do movimento, sobretudo na organização e consolidação do Conic.

Representados por parentes próximos, o Conic reconheceu o engajamento do bispo católico dom Ivo Lorscheiter, dos bispos anglicanos Sumiu Takatsu e Arthur Kratz, do bispo metodista Isaac Rodrigues Aço, dos pastores luteranos Bertholdo Weber e Godofredo Boll, e do pastor presbiteriano Jaime Wright, todos já falecidos.

O exemplo dos que militam pela causa ecumênica no presente também foi lembrada, dentre eles os pastores luteranos Gottfried Brakemeier e Ervino Schmidt, o bispo católico Aloísio Sinésio Bohn, o padre Jesus Hortal e a leiga Therezinha Motta Lima da Cruz. Foram destacados, ainda, o pastor presbiteriano Joaquim Beato, os bispos anglicanos Orlando dos Santos e Glauco Soares de Lima, o bispo Adriel de Souza Maia e a reverenda Margarida Ribeiro, metodistas.

Por decisão da Igreja Metodista de se distanciar de organismos que tenham a presença de católicos romanos, o bispo Adriel de Souza Maia não pôde receber pessoalmente a homenagem. Membros da diretoria do Conic foram, então, até a Igreja Metodista de Rudge Ramos, São Paulo, onde o bispo Adriel presidia a celebração da Santa Ceia do Concílio Regional da igreja, reunido nesses dias.

O presidente do Conic e o presbiteriano Gerson Urban entregaram ao bispo Adriel uma placa. Emocionado, o bispo Adriel não quis comentar a homenagem, mas fez questão de agradecer a dignidade dos colegas que deixaram a agenda do I Congresso Ecumênico, na capital, para testemunhar aos metodistas o carinho que lhe dispensam. O Concílio aplaudiu o seu bispo e o gesto de carinho do Conic.

07.11.2007

CONIC comemora 25 anos de atuação

SÂO PAULO, Brasil, Novembro 7, 2007 (ALC)

As denominações históricas congregadas no Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) vão assinar, na quinta-feira, 15, nesta capital, acordo de Reconhecimento Mútuo do Batismo. A cerimônia integra o programa de comemorações dos 25 anos de existência e atuação do organismo ecumênico brasileiro.

O culto em ação de graças pelo aniversário da instituição, na noite do dia 15, também em São Paulo, terá liturgia voltada ao Batismo, sacramento que une as igrejas do CONIC para serem fontes de “água viva” no mundo e instrumentos de comunhão e paz. Na celebração, representantes das igrejas vão renovar o compromisso ecumênico, no serviço, na promoção humana, “sendo instrumentos da paz de Deus no país”.

De 15 a 17 de novembro, líderes religiosos, padres, pastores e leigos vão se reunir para o Congresso Missionário Ecumênico, na capital paulista, com o intuito de refletirem os rumos do movimento ecumênico e as propostas de atuação conjunta para as igrejas cristãs na perspectiva católica e protestante.

Na manhã da quinta-feira, 15, líderes cristãos farão o desjejum num café inter-religioso, que contará com a presença do rabino Henri Sobel, da comunidade israelita, do xeque Armando Hussein Saleh, da comunidade muçulmana, e de representantes budistas e da religiosidade afro-brasileira.

O moderador do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Walter Altmann, e o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lírio Rocha, confirmaram participação no Congresso Missionário.

A Comissão de Liturgia do CONIC preparou celebração específica para o culto dos 25 anos. O organismo ecumênico convida as igrejas locais a lembrarem essa data em culto no domingo, 18, ou em outra que for mais adequada para a congregação local.

O CONIC foi fundado em novembro de 1982, teve sua primeira sede em Porto Alegre e agora ela está localizada em Brasília. A instituição ecumênica reúne as igrejas Católica Apostólica Romana, Católica Ortodoxa Siriana, Cristã Reformada, Episcopal Anglicana, Evangélica de Confissão Luterana e a Presbiteriana Unida.


23.08.2007

CNBB anuncia Campanha da Fraternidade Ecumênica para 2010

Brasília (DF) - A Campanha da Fraternidade de 2010 será ecumênica. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, informou pessoalmente o presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), pastor Carlos Möller, que a Assembléia dos Bispos aprovou a solicitação do organismo ecumênico.

"Receba nosso agradecimento pela clarividência da CNBB na decisão de realizar a Campanha da Fraternidade Ecumênica em 2010", expressou o pastor Möller ao saber da novidade. Essa será a terceira vez que a Campanha da Fraternidade será realizada em conjunto com outras igrejas. A primeira edição foi em 2000 e a segunda em 2005.

Acompanhado do vice-presidente da CNBB, o arcebispo de Manaus, dom Luiz Soares Vieira, do secretário-geral, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Dimas Lara Barbosa, dom Geraldo visitou a sede do CONIC em Brasília, na segunda-feira, 20, quando entregou ao presidente do CONIC livro contendo os discursos que o papa Bento XVI proferiu quando de sua visita ao Brasil, em maio.

Num clima descontraído e de muita liberdade, os religiosos abordaram outras questões ligadas à atuação da CNBB e do CONIC que, neste ano, comemora 25 anos. As duas instituições demonstraram a preocupação e o desejo de ampliar o diálogo com as igrejas pentecostais.

O presidente do CONIC reportou-se, ainda, à comemoração dos 25 anos da entidade, da qual a CNBB é co-fundadora. Para celebrar a data será realizado, de 15 a 17 de setembro, o Seminário Ecumenismo e Missão - Para que Todos Sejam Um.

O Seminário será precedido por uma reunião dos presidentes das seis igrejas-membro do CONIC. Nessa reunião, os religiosos deverão discutir a formação ecumênica dos candidatos ao ministério ordenado de cada Igreja, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010.

Além dos presidentes do CONIC e dos representantes da CNBB, estavam presentes no encontro o secretário executivo do CONIC, reverendo Luiz Alberto Barbosa, da Igreja Anglicana, o primeiro vice-presidente do organismo ecumênico e arcebispo de Montes Claros (MG), dom José Alberto Moura, o assessor da Comissão para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso da CNBB, padre Marçal Maçaneiro, e o secretário-executivo adjunto do CONIC, padre Gabrielli.

Integram o CONIC as igrejas Católica Apostólica Romana, Católica Ortodoxa Siriana, Cristã Reformada, Episcopal Anglicana, Evangélica de Confissão Luterana e a Presbiteriana Unida.


05.08.2007

CONIC-Rio elege sua nova diretoria
Antonio Carlos Ribeiro

Rio de Janeiro (RJ) – O Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro, CONIC-Rio, elegeu sua nova diretoria na assembléia, realizada no dia 3 de agosto. Nos próximos dois anos, o Conselho, que era presidido pelo Bispo Católico de Petrópolis, Dom Filippo Santoro, terá na direção o Reverendo José Roberto Cavalcante, da Igreja Presbiteriana Unida. A nova diretoria será a primeira sem a presença de um representante da Igreja Metodista.

Além do Rev. José Roberto, integram a diretoria o Padre Hélio Pacheco Filho, da Igreja Católica, (vice-presidente), a Reverenda Inamar Corrêa de Souza, da Igreja Episcopal Anglicana (1ª secretária), o Pastor Dorival Ivo Ristoff, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana (2º secretário) e o Focolarino Edmar Alves de Oliveira, também da Igreja Católica (tesoureiro). Na mesma ocasião, foram eleitos Carlos Alfredo Gaspary Reetz (Luterano), Carlos Fernando da Silva Palmer (Presbiteriano Unido) e Pythagoras Alcântara Cavalcanti (Anglicano) como membros do Conselho Fiscal.

Durante a Assembléia, D. Filippo Santoro, fez um relato histórico dos principais momentos vividos desde a criação do CONIC-Rio em 2002, quando agregava apenas as igrejas da cidade do Rio de Janeiro, lembrando que, em 2004, o órgão ecumênico registrou seu estatuto e ampliou sua abrangência para o Estado do Rio de Janeiro.

A Culto de Posse da diretoria eleita foi marcada para o dia 5 de outubro, às 9h30, na Capela do Edifício João Paulo II (Rua Benjamim Constant, 23 - Glória). Logo após a posse, haverá a primeira reunião da diretoria com os colaboradores do movimento ecumênico das igrejas.


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Semana de Oração 2007

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio)

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2007

FATOS E FOTOS

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2007

Paróquia São Conrado (Igreja Católica Apostólica Romana)
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Paróquia do Redentor (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil)
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Paróquia Martin Luther (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil)

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Assista ao vídeo do sermão da Pastora Ramona E. Weisheimer na Paróquia do Redentor (IEAB)

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Diretoria

Presidente: Rev. José Roberto Cavalcante - Igreja Presbiteriana Unida
Vice-Presidente: Pe. Hélio Pacheco Filho - Igreja Católica Apostólica Romana
1ª Secretária: Revª Inamar Corrêa de Souza - Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
2º Secretário: Pr. Dorival Ivo Ristoff - Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
Tesoureiro: Edmar Alves de Oliveira - Igreja Católica Apostólica Romana

Conselho Fiscal

Presb. Carlos Alfredo Gaspary Reetz - Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
Presb. Carlos Fernando da Silva Palmer - Igreja Presbiteriana Unida
Pythagoras Alcântara Cavalcanti - Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

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Manifestos

14.02.2007

Violência Social e Maioridade Criminal
Declaração da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

A morte do menino João Hélio Fernandes no Rio de Janeiro deixou a Sociedade Brasileira em estado de choque, pois este crime conseguiu superar o insuperável, fazendo com que a violência assumisse contornos inimagináveis.

No Estado de São Paulo, em pesquisa feita pela Secretaria de Segurança Pública em 2003, mostrou-se que 3% dos homicídios dolosos e menos de 10% de outros crimes registrados no estado foram cometidos por menores de 18 anos. O número de crianças e adolescentes assassinados no Brasil, segundo dados do IBGE de 2002, é de 16 homicídios por dia de pessoas situadas na faixa dos 0 aos 18 anos.

A questão que deve ser refletida no Brasil é mais profunda, pois achar que reduzir a maioridade criminal irá resolver a violência no país é muito simplismo. A violência cometida por crianças e adolescentes parece preocupar mais a sociedade brasileira do que a violência por eles sofrida. A criança e o jovem são mais duas vítimas de um processo social pervertido e desumano que parece estar tomando conta do Brasil.

Criou-se um mito da “alta periculosidade” dos jovens infratores, abrindo-se espaço para o discurso do medo. Os meios de comunicação repercutem os crimes mais graves, principalmente aqueles cometidos por menores de um modo muito mais intenso do que eles acontecem na realidade, contribuindo assim na construção desse discurso do medo, em que os jovens infratores são vistos como ameaças para a sociedade. Diante desta ameaça, o aumento da repressão parece ser para muitos a solução ideal para se resolver o problema.

A Sociedade Civil, o Congresso Nacional, o Poder Judiciário, o Ministério Público, devem refletir com calma esta questão da diminuição da idade legal para a responsabilização criminal da criança e do adolescente. O Brasil tem, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um dos melhores instrumentos jurídicos do mundo no que se refere ao tratamento que deve ser dispensado pelo Estado e pela Sociedade para os menores de idade. Falta sim, e esta pode ser a principal causa, uma implementação mais efetiva do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O grave desnível social que ainda existe no Brasil, as relações de desigualdade existentes, a sucessão de governos envoltos em escândalos e corrupção, a falta de um controle efetivo por parte do Estado Brasileiro dos meios de segurança, a falta de emprego e educação da população, a perda de referencial a ser seguido, dentre outros, são causas para o que vivenciamos hoje no Brasil.

Quais os princípios éticos e cristãos que os nossos governantes e as nossas famílias estão repassando para as jovens gerações? Que oportunidades de vida digna lhes oferecemos?

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil conclama a Sociedade Brasileira para uma reflexão profunda sobre a questão da violência no Brasil, que não respeita os limites de idade, gênero, raça ou condição social. Somos todos vítimas de nós mesmos. Que a morte do pequeno João Hélio sirva como um grito de alerta em nossas consciências.

Não à redução da maioridade penal!
Não à violência! Não à impunidade! Sim à Paz!

Comissão de Direitos Humanos do CONIC

Revd. Luiz Alberto Barbosa, Secretário Executivo do CONIC
Pr. Carlos Augusto Möller, Presidente do CONIC

Não derramareis sangue inocente... Jr 7, 6b


Manifesto do CONIC-Rio pela proibição da fabricação e comercialização de armas de fogo e munições - 10.08.2005

Jesus disse a Pedro: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão (Mateus 26.52)

As Igrejas Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana, Evangélica de Confissão Luterana, Presbiteriana Unida e Metodista, reunidas neste Conselho Ecumênico, dirigem-se a irmãos e irmãs cristãos, aos que professam outros credos e ao conjunto da sociedade fluminense e brasileira, para manifestar seu apoio à Campanha pelo Desarmamento e à Proibição da fabricação e comercialização de armas de fogo e munições no Brasil.

Irmanamo-nos com a sociedade brasileira que, com apenas 3% da população mundial, é profundamente desestruturada pela violência, especialmente a criminalidade embalada pelo uso de armas de fogo. Essa situação de total descontrole, responsável por 11% de todos os homicídios praticados com arma de fogo no mundo, precisa ter um basta.

Certamente dizer sim ao desarmamento irá contribuir decididamente no recuo da violência no nosso Brasil. Todos os dias constatamos a morte de dezenas de brasileiros e brasileiras, especialmente os pobres, os negros, as pessoas que residem na periferia dos centros urbanos e são socialmente excluídas. Não podemos, sob pena de negar a confissão de fé em Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, calar-nos frente a um flagelo que atinge os filhos e filhas do Pai, homens e mulheres, especialmente os jovens que vivem à margem da cidadania.

Ao exercer sua liderança religiosa, pastoreando o Povo de Deus e comprometidas com o bem-estar do rebanho e não compactuando com os lobos que o atacam, as Igrejas cristãs unem seu clamor ao da sociedade, que vai participar da consulta popular de 23 de outubro, dizendo sim ao desarmamento, à vida, e dizendo não a este comércio injusto, apesar de legal, porque se nutre da tragédia, vende a ilusão da segurança e mercadeja com a vida, à medida que cria e distribui um produto cujo único objetivo é dar fim a ela.

Não podemos aceitar o fato da sociedade brasileira, com todos os esforços que precisa fazer para superar dificuldades econômicas e sociais históricas, perder 50 mil cidadãos por ano, vítimas de arma de fogo. Como os que estão comprometidos com os valores inalienáveis do Evangelho de Jesus Cristo, que nos distingue a todos e a cada um, conclamamos os eleitores brasileiros a este gesto pacífico de resistência à violência e ao mal.

Nesse passo concreto da cidadania para abrir o caminho para a construção de uma sociedade baseada na cultura da paz, sigamos na confiança no Senhor que, morto pela violência das armas e ressuscitado para a glória do Pai, nos fortalece e encoraja. Amém.

Presidente: D. Filippo Santoro (Católico Romano) - Bispo da Diocese de Petrópolis
Vice-Presidente: Rev. Inamar Corrêa de Souza - Diocese Anglicana do Rio de Janeiro
1º Secretário: Pastor Gerson Lourenço Pereira - Igreja Metodista
2º Secretário: Pastor Antonio Carlos Ribeiro - Com. Evangélica Luterana do Rio de Janeiro (IECLB)
Tesoureiro: Presb. Carlos Fernando da Silva Palmer - Igreja Presbiteriana Unida


Diga Sim à Vida - Nota CNBB a respeito do Referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munição - 15.08.2005

Notícias de violência e morte invadem diariamente nossos lares através dos meios de comunicação social. O porte e o uso indiscriminado de armas de fogo transformam, muitas vezes, conflitos banais em tragédias. Conforme dados disponíveis, em um ano (2002), foram mortas 38.000 pessoas, em média 104 por dia. A cada 14 minutos é ceifada uma vida. O Brasil é o país com o maior índice de assassinatos por armas de fogo.

Muitos pensam que a posse de uma arma é garantia de segurança e proteção. As estatísticas, porém, mostram que, numa situação de assalto, pessoas que usam armas de fogo têm maior probabilidade de serem assassinadas.

Jesus proclama “bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9). Ele mesmo não se defendeu ao ser preso e condenado à morte, mas disse a Pedro: “Guarda a espada na bainha! Pois todos que usam a espada pela espada morrerão” (Mt 26,52). Os cristãos, imitando o seu Senhor, buscam a paz desarmando a mente, o coração e as mãos.

A Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2005, com o tema Solidariedade e Paz, incentivou as Igrejas no Brasil a se unirem na oração e na promoção da cultura de paz.

Um gesto concreto sugerido pela Campanha é a participação no Referendo do próximo dia 23 de outubro, quando o povo é convocado a pronunciar-se sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munição em todo o território nacional.

Com o Referendo, somos chamados a contribuir ativamente na consolidação das instituições democráticas. Será uma ocasião histórica para o exercício da soberania popular através do voto.

Como bispos da Igreja Católica e cidadãos, posicionamo-nos a favor da proibição do comércio de armas de fogo e munição. Conclamamos os cristãos e todas as pessoas de boa vontade a votar SIM neste Referendo.

Proibir o comércio e o uso de armas é um passo decisivo, mas não suficiente. Somos contrários a todo e qualquer tipo de violência. Além da melhoria da Segurança Pública, é indispensável educar para a paz e a defesa da vida, através de práticas de não-violência ativa.

Itaici, 15 de agosto de 2005.


Guerra do Iraque - 15.02.2003

Conselho de Igrejas Cristãs da Cidade do Rio de Janeiro (Conic-Rio)

Jesus Cristo diz: bem-aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus (Mateus 5.9)

As Igrejas Católica Romana, Episcopal Anglicana, Evangélica de Confissão Luterana, Presbiteriana Unida e Metodista, reunidas neste conselho ecumênico, dirigem-se a irmãos e irmãs cristãs, aos que professam outros credos e ao conjunto da sociedade carioca, para manifestar sua veemente rejeição à atitude de busca da guerra como meio de solução de conflitos.

A fé cristã nos impulsiona à insistência sem medida para encontrar soluções pacíficas para questões de qualquer natureza, resistindo a qualquer orientação belicista, qualquer forma de tomada do poder pela força e qualquer ato que despreza o senso comum expressos pelos países, através da Organização das Nações Unidas.

Não pode um país arrogar-se ao direito de fazer justiça à sua maneira, mesmo com o apoio incerto e temerário de outros, para impor o horror, o mal e a morte a centenas de milhares de vidas humanas e a destruição maciça à natureza, com armamentos e equipamentos de destruição em massa cujo uso ofende a consciência universal.

Como Igrejas Cristãs não admitimos assistir esse ato que calunia a Deus, à medida que usa seu nome para a prática do mal, que despreza seu amor por homens, mulheres e crianças, à medida que tenta humilhar os menores e mais fracos por quem seu coração bate fortemente, que aterroriza a consciência mundial, cansada das ditaduras, dos governos sem legitimidade e dos que só se afirmam pela força.

Não podemos, em nome do Evangelho de Cristo, fingir desconhecer os valores descomunais gastos na indústria bélica, a vaidade delirante de poder expressa na exibição de armamentos e o reiterado desprezo à condição humana pelo uso de armas nucleares contra a população civil. Em nossa memória não se apagam os nefastos efeitos das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, indisfarçável paradigma da morte cruel, imposta a centenas de milhares de pessoas, com a marca da covardia de quem não corre riscos e nem tem a coragem de defrontar-se com os resultados dos próprios erros.

Diante disso, os que professam o quinto mandamento, recusam-se a concordar pelo silêncio, a temer a aparência do mal em nome de eventuais privilégios e a legitimar qualquer forma de crime, sobretudo quando praticados em nome da defesa da democracia. Por isso, pelo mandato recebido de Deus, conclamamos as comunidades a manifestarem-se contra a guerra, a rejeitarem qualquer forma de agressão, especialmente a praticada em nome da vingança, e a insistirem na busca de Justiça e Paz, expressões que melhor descrevem o Deus a quem servimos.

Presidente: D. Filippo Santoro (Católico Romano) - Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Vice-Presidente: D. Celso Franco de Oliveira - Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro
1º Secretário: Pastor Antonio Carlos Ribeiro - Com. Evangélica Luterana do Rio de Janeiro (IECLB)
2º Secretário: Pastor Marcos Torres - Igreja Metodista
Tesoureiro: Pastor José Roberto Cavalcante - Igreja Presbiteriana Unida

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